
Santos e Orixás - Sincretismo
Brasileiro
A exposição “Santos
e Orixás - Sincretismo Brasileiro” homenageia
os santos e os orixás, e pretende quebrar os
tabus que envolvem as diferenças, pois a religiosidade
do povo brasileiro deve ser respeitada em toda a sua
pluralidade.
Os orixás são entidades
cultuadas no Candomblé, religião que
aqui chegou à época do Brasil Colônia,
trazida pelos escravos vindos da África, que
associaram a cada orixá um ou mais santos católicos
e na Umbanda, religião criada na década
de 30, no Rio de Janeiro, com elementos do catolicismo
e do espiritismo.
Para Ilca, todas as religiões
são verdadeiras, trazem uma energia própria.
A partir do caminhar de cada um, tem uma direção
e sintonia como fitas coloridas que estendem-se até Deus,
que é uno.
A artista expressa-se através
de variados suportes como esculturas em bronze e alumínio,
telas pintadas em acrílico e objetos caixas
de madeira com estampas e cerâmica.
Esta exposição traduz,
pela força da vibração, beleza
estética e alegria das cores e formas o sincretismo
religioso brasileiro e provoca reflexão sobre
a sua importância fundamental para a definição
da nossa identidade cultural.
Idara Duncan
Professora e pesquisadora
Ilca da Costa Galvão uma
das pioneiras das artes plásticas de Mato Grosso
do Sul nasceu em Aquidauana-MS. Formou-se em arquitetura
na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, na década
de 60, tendo então participado de algumas exposições
de desenho e gravura.
Mudou-se para Brasília à época
da fundação da cidade quando participou
da primeira exposição de Brasília.
.. e teve uma gravura escolhida como diploma da Associação
de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil.
Na década de 70 vai para Cuiabá, Mato
Grosso, trabalhar na criação das Casas
do Artesão e das Pequenas Indústrias.
Expõe telas, serigrafias e xilogravuras abordando
temas folclóricos e elabora desenhos para tapetes
e tecelagens, exportados para São Paulo.
Volta para o Estado natal na década de 80 e
integra o quadro da Fundação de Cultura
do recém criado Mato Grosso do Sul. Participa
de inúmeras exposições em espaços
abertos, praças públicas e vários
salões e mostras no país, como a MARCO-Mostra
de Arte e Artesanato do Centro-Oeste. Integra o Movimento
Guaicuru de Cultura criado pelo artista plástico
Henrique Spengler, inspirado na audácia dos índios
cavaleiros Guaicuru e seus remanescentes Cadiuéu,
símbolos da resistência, auto-determinação
e liberdade, na busca da identidade cultural sul-mato-grossense.
A obra de Ilca, em serigrafia e xilogravura passa a
abordar a temática Guaicuru Cadiuéu marcas,
lendas e iconografia e recebe premiações
em várias mostras e salões no país.
Teve uma gravura escolhida como diploma da Associação
de Mulheres de Negócios e Profissionais do Brasil.
Expôs em Buenos Aires e Quilmes, na Argentina
e na Geórgia, na Rússia.
Ministra aulas no curso de Arquitetura no CESUP-Centro
de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul.
Passa a residir em Búzios-RJ, na década
de 90, onde pesquisa a arte do vidro e da cerâmica,
além da decomposição das figuras
geométricas em gravuras com temática
Cadiuéu. Trabalha o grafismo dos índios
Cadiuéu, suas insígneas, criando faixas
que interferem nos temas, em forma de fitas estampadas
que flutuam.
Nas telas utiliza cores fortes e formas bem definidas,
sendo os temas mais freqüentes, os festejos populares,
folclore e formas humanas ou de animais. Procura ser
simples na linguagem escolhida e preocupa-se em interpretar
o sentimento dos temas.
No ano 2000, intensifica a produção de
gravuras e desenhos e aprofunda-se nas pesquisas de
padronagens e texturas participando de inúmeras
exposições em universidades e espaços
culturais.
A partir de 2005 tem início sua fase atual de
pesquisa iconográfica da religiosidade brasileira.






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