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Plantas das salas

Águas, bichos, matos: cores e texturas do Pantanal

A exposição propõe um mergulho no universo pantaneiro. Esta temática revelou-se como uma constante na produção artística de Carla de Cápua: há mais de trinta anos, as paisagens pantaneiras permeiam suas obras. O fascínio da artista por aspectos sutis desse ambiente, como o murmurar das águas ou os estalidos da mata, contribuiu para a busca do aprimoramento de sua técnica. A proposta desta exposição surge, portanto, com o intuito de reunir suas últimas obras, transparecendo através destas o trabalho desenvolvido ao longo de três décadas.

As esculturas e pinturas, de caráter realista, são construídas de modo a privilegiar os detalhes da natureza: a pelagem dos animais, a transparência das águas. Através desses detalhes, propõe-se uma visão simples, porém sensível de nosso meio. Uma visão que não se limita à obviedade do clichê, mas que o transcende pela concretude de seu realismo – busca-se retratar a natureza como ela realmente é. As onças aqui representadas não são feras heróicas, mas descansam encolhidas; os céus aqui pintados não estão em constante pôr-do-sol, mas amanhecem e se monocromatizam ao sol do meio-dia.

Finalmente, a exposição convida o observador a olhar a natureza com simplicidade e sinceridade, como se fosse pela primeira vez. Oferece-lhe a oportunidade de observar o repouso tranqüilo de uma corça ou a expectativa discreta de uma capivara, propondo desta forma uma singela homenagem ao Pantanal

Maria Clara Buffo de Cápua

 

Carla Maria Buffo de Cápua (Jaú, SP, 1956) reside em Campo Grande desde 1982. Licenciada em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP, São Paulo, 1977). Doutora em Antropologia pela Université Paul Valléry, Montpellier III, França (2001). Lecionou História da Arte, Desenho e Plástica na Faculdade de Arquitetura do Centro de Ensino Superior (Cesup, atual Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – Uniderp, 1983/93). Professora de História da Arte e Escultura no Curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, desde 1994). Desde 1975 participa de mais de cinqüenta coletivas (São Paulo, Brasília, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), obtendo premiações: Medalha de Honra ao Mérito na 3ª Expoarte de Ilha Solteira, SP (1978); Menção Honrosa no I Salão de Artistas Novíssimos de São Bernardo do Campo, SP (1982); 1º Prêmio Fundação Nacional de Arte (FUNARTE) em Desenho e 3º Prêmio em Desenho no I e II Salão de Artes Plásticas de Mato Grosso do Sul, Campo Grande (1982/83); Troféu Durval Antonio Fiorelli, Modalidade Desenho e Medalha de Prata no II e III Salão Jauense de Artes Plásticas, Jaú, SP (1985/86); Prêmio Aquisição Centro de Ensino Superior (Cesup) no I Salão Tríptico Mato-grossense, Campo Grande, (1987) e Medalha de Bronze no II Prêmio Brasil Acadêmico, São Paulo, (1987).  A partir de 1980 realiza doze individuais, destacando-se Le Brésil Indigène, na Université des Sciences et Techniques du Languedoc, em Montpellier, França (1987) e Panorama Retrospectivo, no Museu de Arte Contemporânea de MS, em Campo Grande (2004). Autora da pesquisa indígena e dos desenhos de cena do filme Brava Gente Brasileira, dirigido por Lúcia Murat, do qual foi assessora (2000). Possui obras no Museu de Arte Contemporânea de MS (MARCO), Campo Grande.
“Mercadora de Cerâmica”, óleo sobre tela de sua autoria, é capa da TeleListas Mato Grosso do Sul 2005, dentro do Ciclo de Pintores Regionais, do Circuito Cultural TeleListas.

 

 

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