Museu
de Arte Contemporânea recebe doação
de obras de André de Miranda
Campo Grande (MS) – O artista gravador André de
Miranda (RJ) doou ao Museu de Arte Contemporânea
de Mato Grosso do Sul (Marco) coleção de
63 xilogravuras da série “Xilocidade – memória
urbana gravada”, que está em cartaz no museu
até o dia 29 de fevereiro. Nesta série,
elementos da paisagem urbana são destacados para
dar tom de denúncia contra o apagamento da memória
arquitetônica ocorrente nas grandes cidades.
André de Miranda já realizou mais de 100
exposições, entre individuais e coletivas,
tendo participado de Salões e Bienais de gravura
no Brasil e no exterior desde 1976. Depois de quatro
anos em Curitiba (PR), ele está voltando para
sua cidade natal, o Rio de Janeiro, e montando novo ateliê.
Atualmente, oferece cursos de gravura junto à exposição
itinerante que percorre o Paraná, “Gravuras
do Acervo”, em parceria com o Museu Oscar Niemeyer,
de Curitiba. Além disso, este ano o artista se
prepara para algumas exposições sobre sua
trajetória, que completa 30 anos em 2008. “Sempre
trabalhando com xilogravura, atualmente venho desfragmentando
meu trabalho, em uma proposta com colagens e outras experimentações”,
comentou André. Suas obras se encontram em importantes
acervos de museus e galerias na Suécia, França,
Portugal, Espanha, Romênia, Polônia, Japão,
Argentina e Brasil.

O gravador foi selecionado para expor no Marco pelo edital
2007. “É um sinal de que os editais do museu
estão atingindo outros Estados e atraindo artistas
importantes para nossas exposições”,
comentou Maísa de Barros, coordenadora do Marco,
aproveitando para lembrar os artistas sul-mato-grossenses
que o prazo para o Edital 2008 se encerra no dia 29 de
fevereiro. “Na primeira semana de março
já aparecerão os novos selecionados”,
avisa.
André de Miranda, que já ministrou mais
de 50 oficinas e palestras de xilogravura por todo país,
vai ministrar também uma palestra no Marco, no
sábado, dia 23 de fevereiro, às 15 horas.
Com o tema “Gravura, Por que gravura?”, o
artista falará sobre seu processo de trabalho
e contará sua trajetória quando conviveu
com grandes gravadores. Ele estudou xilogravura com Ciro
Fernandes, Joel Borges e Anna Carolina, gravura em metal
com Heloisa Pires Ferreira e Marcelo Frazão, além
de ter convivido em diversos ateliês de gravura,
desenho e pintura no Rio de Janeiro. A entrada da palestra é gratuita.
“A Fundação de Cultura agradece a doação,
que enriquece o acervo do Marco com este artista de representatividade no cenário
nacional. É um bom começo de ano para o museu”, comentou
Américo Calheiros, presidente da Fundação
de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Mais informações no Museu de Arte Contemporânea
de Mato Grosso do Sul, localizado na Antonio Maria Coelho,
600 – Parque das Nações Indígenas.
Visitação de terça a sexta das 12h às
18h; sábado, domingo e feriado das 14h às
18h. Telefone: (67) 3326-7449. Site: http://www.marcovirtual.com.br
Moema Vilela
Assessoria de Comunicação da Fundação
de Cultura de Mato Grosso do Sul
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