Imigração
japonesa é tema de evento no Museu de Arte Contemporânea
Campo Grande (MS) – O Museu de Arte Contemporânea
de Mato Grosso do Sul (Marco) realiza no próximo
dia 17 evento especial alusivo aos 100 anos da imigração
japonesa. Parte do Projeto Paralelos do museu, o evento
começa às 19 horas, com a apresentação
de Taikô (tambores japoneses) da Associação
Clube Okinawa e a exibição do vídeo "Arigatô -
um olhar sobre a imigração japonesa em
Campo Grande", seguido de debate com a diretora
do documentário, Maristela Yule.

O Projeto Paralelos, criado em maio de 2007, busca novas
formas no cumprimento de sua função educativa
e no compromisso com a comunidade, com o objetivo de
promover ações reflexivas no campo da arte,
cultura e educação. Através de palestras,
cursos, bate-papos e oficinas o Projeto também
busca criar relações históricas,
conceituais e estéticas com as obras em exposição
em seu espaço.
Arigatô
O documentário "Arigatô - um olhar
sobre a imigração japonesa em Campo Grande" foi
realizado durante os meses de maio a dezembro de 2005,
com recursos do FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura),
da Prefeitura de Campo Grande, através de um convênio
entre a Associação Nipo Brasileira e a
Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
Produzido e dirigido pela jornalista Maristela Yule,
Arigatô lança um olhar sobre a história
da imigração japonesa e sua influência
na formação da cultura local. Esse olhar
se materializa através de depoimentos de imigrantes
e seus descendentes e também de pessoas que acompanharam
de perto essa trajetória.
Com eles é possível conhecer um pouco mais
dessa saga: a chegada dos primeiros imigrantes em Mato
Grosso do Sul, a participação na construção
da estrada de ferro, a chegada deles a Campo Grande em
1914, a fixação na área rural, a
vinda para a cidade, o sofrimento com a 2ª guerra
mundial, a importância dada à educação
formal, o respeito aos antepassados, a inserção
no mercado de trabalho e na sociedade local, o sucesso
profissional, o conflito entre ser japonês e ser
brasileiro, as associações de apoio à cultura
japonesa e o movimento Dekassegui, que desde a década
de 80 leva os descendentes de japoneses a fazerem o caminho
inverso, indo do Brasil para o Japão em busca
de uma vida melhor.
No documentário são revelados modos de
vida e de existência de japoneses e seus descendentes
e de como tudo isso tem contribuído para a formação
de uma identidade sul-matogrossense, seja através
da arte, da música, da dança, da culinária,
da economia como também de exemplos de coragem,
trabalho, obstinação e muita solidariedade.
Maristela Yule de Queiroz é Jornalista profissional,
formada desde 1982 pela Universidade de Ribeirão
Preto (Unaerp), com ampla experiência na área
de televisão, vídeo e assessoria de imprensa.
Começou sua carreira como repórter na TV
Morena em 1983. Em São Paulo passou pelas TV Manchete,
Bandeirantes e Cultura, além da Assessoria de
Imprensa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
De volta a Campo Grande em 1995, continuou trabalhando
na área de vídeo e imprensa. Atualmente
exerce o cargo de Assessora de Comunicação
da empresa Águas Guariroba e atua como free-lancer
na área de audiovisual.
Serviço:
O evento tem entrada gratuita. Caso o visitante necessite
de atestado de comparecimento para uso escolar, será cobrado
R$ 1,00 (um real). Mais informações no
Marco, unidade da Fundação de Cultura
de Mato Grosso do Sul (FCMS), localizada na Rua Antônio
Maria Coelho, 6000 - Parque das Nações
Indígenas. Telefone (67) 3326-7449. ou no site
do museu: www.marcovirtual.com.br
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