Museu
de Arte Contemporânea abre a 3ª Temporada
de Exposições de 2008
O Museu de Arte Contemporânea
de Mato Grosso do Sul (Marco) abre nova temporada de
exposições na próxima terça-feira
(9/9), às 19h30. São quatro exposições,
uma coletiva e três individuais: "Era
uma vez..." - pintura e instalação
de Ana Ruas; "Impressões que re-im-pelem" -
instalação de Helena Kanaan (RS); "Águas,
bichos, matos: cores e texturas do Pantanal" -
desenho e escultura de Carla de Cápua, e "Noites
de Campo Grande" - fotografias de Alexis Prappas,
Bruno Romero, Eder Rocha, Fábio Kanashiro, Marcelo
Sakamoto, Silverton Aguena, Vicente Bacelar e Virgílio
Sabino. Esta temporada vai até dia 23 de novembro.
"Impressões que re-im-pelem" é uma instalação
composta por três séries ("Corpos–pele", "livros
de auto-ajuda" e "retratos") de Helena Kanaan, que fazem parte
de uma investigação que a artista do Rio Grande do Sul vem desenvolvendo
há alguns anos com látex e litografia, e que se aprofunda agora
nesta mostra junto a reflexões que Kanaan acompanha na pesquisa de doutorado
no Instituto de Artes da UFRGS. "O instigante neste o processo é o
incessante movimento da forma. O látex inicialmente líquido se
alastra, se escorrendo até seu momento de coagulação.
A aguada litográfica, técnica que se faz pela repulsão
entre gordura e água, só se acomoda em uma forma informe, depois
de 24h. Tempo. Espera. Formas procurando suas formas. Momentos inquietantes
de experiência corporal: braços, olhos, nariz, ouvidos, transbordam
de novos sentidos a cada "pele arrancada" para ser um outro corpo,
livro ou retrato", comentou a artista sobre a exposição.
No dia seguinte à abertura, 10 de setembro, às
19 horas, a artista Helena Kanaan (RS) vai ministrar
palestra "Impressões, Dessemelhanças
e Subjetividade". A entrada é gratuita.

Já "Águas, bichos, matos: cores e
texturas do Pantanal", de Carla de Cápua,
propõe um mergulho no universo pantaneiro, temática
que já é uma constante em sua produção
artística, permeada por paisagens pantaneiras
há mais de trinta anos. Na exposição
no Marco, Carla de Cápua reúne suas últimas
obras, que permitem entrever o trabalho desenvolvido
nesta temática ao longo de três décadas.
As esculturas e pinturas, de caráter realista,
são construídas de modo a privilegiar os
detalhes da natureza, como a pelagem dos animais e a
transparência das águas. "Através
desses detalhes, propõe-se uma visão simples,
porém sensível de nosso meio. Uma visão
que não se limita à obviedade do clichê,
mas que o transcende pela concretude de seu realismo – busca-se
retratar a natureza como ela realmente é",
explica a artista. "As onças aqui representadas
não são feras heróicas, mas descansam
encolhidas; os céus aqui pintados não estão
em constante pôr-do-sol, mas amanhecem e se monocromatizam
ao sol do meio-dia". Nascida em SP, Carla de Cápua
reside em Campo Grande desde 1982. Licenciada em Artes
Plásticas pela Fundação Armando Álvares
Penteado, Carla de Cápua é doutora em Antropologia
pela Université Paul Valléry, Montpellier
III, França (2001), lecionando atualmente História
da Arte e Escultura no Curso de Artes Visuais da Universidade
Federal de Mato Grosso do Sul.
"Era uma vez..." traz instalação e pinturas de Ana
Ruas, formada em Artes Plásticas pela Universidade de Passo Fundo e
idealizadora do projeto A Cor das Ruas, desenvolvido em Mato Grosso do Sul
desde 2001. "Contar histórias talvez seja o que há de mais
universal na relação entre os homens e desde sempre. Ao enunciarmos "Era
uma vez...", conduzimo-nos, e a quem nos ouve, para outro tempo, outro
espaço, quando e onde tudo é possível. Criamos mitos,
histórias narradas buscando a explicação de determinados
acontecimentos por meio do exercício da imaginação",
comentou sobre a exposição a crítica de arte e professora
da UFMS Maria Adélia Menegazzo.
Além das telas da artista, faz parte da exposição
uma instalação feita com bonecas vestidas
de princesas e um DVD com imagens de várias crianças
contando histórias como as da Branca de Neve e
da Cinderela. Ana Ruas estará à disposição
para a visitação guiada com escolas previamente
agendadas a partir do dia 10/09/08.
Por fim, a exposição coletiva "Noites
de Campo Grande" traz obras do grupo fotográfico
Amigos do Parque, formado por fotógrafos profissionais
e também amadores, que exercem diversas profissões
e ofícios sem vínculo com a fotografia
e que foram, ao longo do tempo, integrando-se ao grupo.
A principal inspiração é a beleza
natural da cidade de Campo Grande, em especial o Parque
das Nações Indígenas. "O que
o fotoclube Amigos do Parque hoje realiza é a
busca pela valorização da fotografia como
forma de expressão. A expressão imagética
e a unidade que cada fotógrafo encontrou em uma
mesma temática é que valoriza a importância
do grupo dando crédito ao coletivo e ao individual.
E o grupo agora deixa sua marca neste Museu, e assim
como o Fotoclube Amigos do Parque tem este caráter
criativo e aglutinador, esta exposição
segue com o mesmo objetivo: de reunir para expandir",
comenta Afranio Pissini, fotógrafo pós-graduando
em fotografia pelo SENAC-SP.
Mais informações no Marco, localizado na
Rua Antônio Maria Coelho, número 6000, Parque
das Nações Indígenas. Telefone:
3324-7449.
Moema Vilela
Assessoria de Comunicação da Fundação
de Cultura
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